A REPRODUTIVIDADE DA OBRA DE ARTE DIGITAL





Os métodos de reprodução técnica da obra de arte remontam à Antiguidade. Walter Benjamim lembra que, por princípio, “(…) a obra de arte sempre foi reprodutível” (Benjamim, 1992:75). Nos mundos virtuais, a questão levantada é a reprodução da obra de arte através da tecnologia. O debate entre cultura e técnica esquece o grau de indeterminação dos sistemas que, em última análise, deposita no homem a condução dos seus destinos. Vemos robôs onde eles não existem. E somos nós os mesmos que rejeitam nos objectos e nas imagens de uma tela a existência de uma ontologia própria e autónoma. Nesse sentido, o medo da tecnologia é um erro que tem pouco de misoneísmo e mais de rejeição do estrangeiro.
Cabe a esse propósito referir a exposição que, em Second Life, Ling Serenity (aka Melina m) apresenta na Galeria LX (http://maps.secondlife.com/secondlife/Portucalis/94/26/22) e que mostra uma arte inspirada na animação japonesa. A propósito da autora, Ibrahim Bates escreve:
“Ling trabalha a sua arte tão calmamente num sorriso, numa interrogação, numa expressão de dúvida, ou mistério, ou tristeza, ou sofrimento, ou alegria, ou medo, ou como qualquer mulher que se olha ao espelho, num corpo de boneca frágil e gentil” (Ibhraim Bates, co-proprietário da Galeria LX [trad. nossa])
Vale a pena uma visita
Referências
Benjamim, W. (1992). Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política. Lisboa: Relógio D’Água
Fonte:http://cibermundos.wordpress.com/